quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Rapidinhas

Era uma árvore
amarela.
Frondosa amarela.
Perdida no meio
da alma,
no esquecido espaço
do nada.

Florescendo vigorosas
as raízes
do amanhã.
Meu ypê,
entre o vazio
e o incompreendido
caminho da solidão.

Era amarelo e
luzia a espetaular
e incandescente
luz da imensidão.

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Meus olhos não
vêem o que vejo. Meus
olhos só vêem o que
querem. E o quê
penso ver, que meus
olhos jamair viram, está
guardado na doce
ilusão da memória
do que nunca vivi.
Por que crio e
sorrio
para aquilo
que me
empolga, e vejo
sem que meus olhos nunca tenham visto.


Eu, Luluzinha