sexta-feira, 2 de outubro de 2009

pensamentos

Penso, penso, penso, e torno a pensar. Peno.

Os pensamentos e lembranças fluem com a naturalidade e calma digna daquela criança que ainda não pode pensar - ao menos não nas conseqüências de tanto pensar.

Alcançam os vales mais profundos da minha alma incrédula de tanto penar. Maria, João, Jorge, José. Quem é?

Segredos e medos, amor, buscam nesta estrada o rumo incerto da verdade. Procuram os vales, verdes, amarelos, azuis e dourados, perdidos na aurora da idade, na inocência da sedução. Com toda a força e a sinceridade, com toda a conquista que hão de temer, eles se foram e eles se vão.

Passam na memória – eu tenho medo da memória - e acenam. Com o desconforto de quem já os viveu, reconheço–os. No recôndito perdido da história sinto-os, na dor pelo o quê passou, no desespero pelo o quê não volta, no temor pelo o quê virá e na alegria, até, do que são. Meu anjo, não os tema mais. Pensamentos são fumaça que não se realizam se assim você os fizer.