sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Você não enxerga

Que o mundo é diferente
Daquilo que esperávamos que fosse
Que as pessoas não são
aquilo que gostaríamos que fossem.

Eu vejo o berro
Eu ouço o abismo
Eu sigo na solidão.
Você não pode
Você luta em vão

O passarinho tinha um nome
Voava distante, sorria bastante

Queria eu que fôssemos a flor
de onde ele tiraria as sementes

que germinariam seus sonhos.

Mas quando a noite voltar a ser tranqüila, eu direi que te amo.


Eu

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

pensamentos

Penso, penso, penso, e torno a pensar. Peno.

Os pensamentos e lembranças fluem com a naturalidade e calma digna daquela criança que ainda não pode pensar - ao menos não nas conseqüências de tanto pensar.

Alcançam os vales mais profundos da minha alma incrédula de tanto penar. Maria, João, Jorge, José. Quem é?

Segredos e medos, amor, buscam nesta estrada o rumo incerto da verdade. Procuram os vales, verdes, amarelos, azuis e dourados, perdidos na aurora da idade, na inocência da sedução. Com toda a força e a sinceridade, com toda a conquista que hão de temer, eles se foram e eles se vão.

Passam na memória – eu tenho medo da memória - e acenam. Com o desconforto de quem já os viveu, reconheço–os. No recôndito perdido da história sinto-os, na dor pelo o quê passou, no desespero pelo o quê não volta, no temor pelo o quê virá e na alegria, até, do que são. Meu anjo, não os tema mais. Pensamentos são fumaça que não se realizam se assim você os fizer.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Para aquela pessoa

Seus olhos exprimem a dor
Daquela criança infante
Procurando construir a História
De um mundo perdido e distante,
Revelam o amor
De um espírito arredio e contente
Uma alma vadia e valente
Uma mente confusa e ausente
Que vale tanto quanto o seu irrequieto coração.

Sua boca me narra epopéias
Guerras travadas com grande paixão
Vividas e por vezes perdidas
Embora traçadas com força latente
Como um herói que vive e não desiste
Que subsiste
Sob a pena e mágoa
De a ninguém mais entender suas razões.

Seus abraços comovem meu corpo
Me tornam querida
Diante da vida,
E os dias em que o sol não irradia
Se tornam melhores
Mesmo com as aflições e duras preocupações
Que no seu decorrer afloram.

Seu corpo com vagareza e carinho se move
com rapidez e tristeza retorna
os reflexos das discrepâncias do mundo,
do seu mundo guardado e sentido
dentro das suas doces lembranças e sensações.

Seus pensamentos
De grandeza sobrevivem
Aos seus sentimentos
Que com dor e amor insistem
Em lhe levar
Em lhe abordar...

Sua pessoa me ilumina
Sua existência me alegra
A cada dia que ouso parar
A cada momento que penso em chorar
E se o seu desassossego comigo também caminha
É para eu minha direção alcançar
É para eu
Mais tarde
feliz me tornar.

Há agora um cavaleiro
na expectativa da luta
na dor da insistência
na aflição pelo futuro
que apenas com uma espada procura
As respostas para sua paixão
E das injúrias passadas
Difíceis de não se guardar no coração
Fazem do pequeno grande homem,
teimoso e sonhador,
Da vida um adorável
E insistente conquistador.
Ciente que há nesta guerra
Além do mar e do horizonte.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Sobre o que é...

Disseram-me a vida é curta.
Não sabendo se assim a sentia,
Eu apenas ouvi.
Dei um leve sorriso
De consentimento piedoso
E segui em frente.

Falaram-me também sobre a dor da perda
De um abraço saudoso
De um beijo com carinho
De quando ficamos sozinhos
.....
...
Contaram-me além disso.
....Sobre tantas outras coisas.
Sobre a beleza da luta
Na instância da vida;
que o amor machuca
E as pessoas mentem
....Sobre tantas outras cousas.
Da felicidade,
Quão pouco dura
Disseram-me
eu sei e eu sabia
Aos montes.
Falaram e falaram sem parar
Das virtudes, vicissitudes e medo
Do amanhã e de alguém
Que nunca chegou
E daquilo
porque não partiu.

Então contaram-me sobre a morte.
Que ninguém sabe o que é.
Que querem saber
Que criam razões
Que procuram esquecer.
Sim,
me disseram
que as pessoas se esquecem
Que amam
Que sonham
E aí,
que choram.
(E) do esquecimento,
Me contaram que é bruto
O sentimento.

Falaram-me da conquista
E da amizade.
Do sentimento mais sublime
E da coragem
Do cúmplice e do parceiro
Que não tiveram
Ou que se esqueceram.

Mas ninguém soube me explicar
De tantos dizeres
O que é a verdade.
Ninguém soube me dizer de onde vem
Nem me falar como vêem
As tantas coisas que dizem.

ninguém nunca me contou
o tamanho da angústia e do sofrimento,
ou de como tapar o vazio,
e da I m e n s a solidão
de quem
da intenção de haver dito o que viu,
e do repetir,
simples e apenas,
de tudo aquilo o que ouviu,
nunca sente.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Irreverência do vazio

Estava um puta frio. Coloca a malha, veste o blazer, a calça. Coloca a meia, o sapato. Malha descombinando. Tira o blazer, troca a malha, coloca o blazer, se penteia.

Sai de casa naquele frio, fazer o que. O carro não pega, vai de ônibus. Beleza, exercício do dia nestes tempos em que não há tempo para fazê-lo de outra forma. Escuta uma música. Terminal Santo Amaro, passa. Rua Augusta, cheio. Terminal Capelinha, passa. Ibirapuera, entra apesar de cheio também, porque com aquele frio não dava mais pra ficar esperando. E dá-lhe calor humano. Que porra de rotina e ainda com aquele tempo de merda. O ônibus subiu a rua errada, claro, porque é sempre assim. Fica escolhendo igual um idiota para entrar no selecionado, dá merda, porque aquela porcaria daquelas indicações de rua na sua lateral, ele não conhecia nenhuma. Servia sabe-se lá para quê, pegava o ônibus numa roleta russa mesmo, para aumentar a emoção.

Ai, aquele trabalho. Aquela sala quente, de infra-estrutura dos trópicos. Queeeeente de bode. Internet na primeira horazinha. Avião achado. Cantora estressada. Caixa-preta do avião. Coréias. Avião. Obama. A porra do avião de novo. Mas que catzo que não há mais o que se falar sobre. E passa tempo, passa o tempo, passa email, passa o chefe. Pára o chefe, pessoas olhando, olhos de rabo de olho. Diretor, colega, passa. Tudo igual. Café. E passa o tempo.

Passa o tempo. Tempo. Num pensamento inebriado por sonhos, causas e utopias. Dura pouco.

Chama um, chama aqui, não encontra. Atende aquele infernal daquele telefone que não pára de tocar. Engano. Porque em crise o telefone só toca por engano. Desliga. Internet. Navega, lê, procura, acha. Lê. Tédio. Bate 17h35. Sai. Frio. Um puta de um frio que não se sente na bufa de pensamentos, corpos e tensões dentro daquele aquário onde estava metido. Na rua vai correndo para o próximo compromisso, uma aula, uma reunião, um encontro, o que for. Nenhum dia há nada o que se fazer depois. Não há calma com a qual possa se andar.

Então desce rápido naquele frio enorme a rua íngrime, esbarra em um, diminui o passo, canta. Aperta o passo. Gente caminhando na mesma direção, rumo a sabe-se lá onde, sentindo-se cada qual, sabe-se lá como. Não tem oi, não tem tchau, não tem reconhecimento algum. Sacos de batatas em direção a lugar algum do mundo que não seja igual. Sentimento. Sente. Atravessa a rua, vê, canta, diminui o passo. Terminal Santo Amaro. E dá-lhe aquela inversão térmica da porra de bufa de gente tudo igual, saco de batata. Agora ainda mais saco de batata, dentro daquele ônibus entupido de gente cansada. Fudidos. E dá-lhe uma bela aula de snowboard com aquele filho da mãe daquele motorista que leva sacos de batata para suas casas. Em frente, um passo, fura o mar de gente, se aperta, dois passos, porta. Se esmaga, espera. Desce. E não precisa mais nem falar do puta frio.

Corre, campainha, entra, tira o blazer, tira a malha, tira a calça, veste a outra, coloca o moletom, saí correndo, corre, música, pensa, vê, sente, canta, corre, pára.

Atravessa.

Corre, canta, vê, corre, sente, passa, canta, volta, pára. Campainha. A pessoa do outro lado da porta não o reconhece. Vim buscar meus livros que emprestei para Ana. Mas a Ana não separou nada para te entregar. Filhos da puta daqueles amigos sem palavra que se tem na vida. E volta, anda, canta, corre, sente. Campainha. Mais um dia.

Ou menos um. Para que e Para onde.

O sorriso do idiota é o mesmo que o do esperto no fim. Diferem-se apenas pelo fato de que um o dá, o outro o vende.


Eu, Sassá

terça-feira, 2 de junho de 2009

Crônica da Juventude

Conversa de uma Jovem Desamparada

Gentêêê!! Pelo amor de Deus, qual é, afinal, o meu problema?!?!?!
Veja bem. Eu, a Maria e a Camila, praticamente acabamos com uma garrafa de vodka na minha casa. No entanto, na balada, pelo menos eu, não bebi mais nada... Mas, porquê, mesmo assim, não me lembro de absolutamente, quase nada?!?!?!
Estava cá comigo tentando lembrar como beijei o carinha, quero dizer... o primeiro beijo, como foi, o que ele disse, ou se simplesmente foi... Bem..., não me lembro.
O que nós conversamos, não me lembro.
Estava aqui tentando lembrar se mais beijei ou se conversei, mas não me lembro.
Como ele foi embora, não me lembro. Se fiquei um pouco com as meninas na balada, ou se fiquei só com ele, mas não me lembro. Se ele conversou com vocês, se foi simpático, se me falou coisas legais, mas... NÃO ME LEMBRO!!!
Será que eu estava bêbada?!?! Pois é... não me lembro!!
Mas, de duas uma... ou sofro de graves problemas de disfunções encefálicas, que atingem meu cérebro e minha massa cerebral destruindo meus neurônios, impossibilitando qualquer desenvolvimento melhor da minha placa memorial, ou... talvez estivesse apenas bêbada mesmo.........!!!! Bom, mas daí decorre outro problema. Se eu estava só bêbada, aí acho que realmente estou alcançando um nível mais avançado e evoluido, afinal, parecia ter controle de todos os meus atos e não estava me sentindo (nem um pouco) bêbada!!!!!! Legal, legal!!!
Mas acho que talvez seja só bebice mesmo, porque agora vagamente estou me lembrando do meu estado no domingo. Estava meio abobadinha... sem ressaca, mas bem abobada, rindo de tudo, sabe......
Beeem... outro problema.... melhor eu nunca "dar" bêbada, né...!!!! Imagina..... imagina se na minha primeira vez, estiver bêbada...! A segunda vai ser como se fosse a primeira..... e aí eu vou acabar virgem pro resto da vida, credo!!!!!!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Porque

Era tarde da noite e ela estava chorando havia já uma hora. Chorava pelo que estava deixando, e pelo que estava por vir. Chorava de desespero, de alívio, medo. Ela chorava ininterruptamente, de amor. Haviam passado anos maravilhosos e difíceis. Haviam se amado como nunca pensaram ser possível, com verdade. Mas o tempo destruía mais uma criação humana. Corroia-lhe a dor do amanhã e a vontade pelo ontem. E os sentimentos belos ficaram no caminho.
Julia tinha dito num jogo aberto de amor tudo o que queria. Embora não o quisesse dessa forma, disse, por tudo o que viveram, tudo o que ainda queria ver-lhe fazer. Sonhava com os dias de uma vida somente sonhada, cultivada com o carinho necessário para superar os obstáculos da realidade e da rotina. Mas os sonhos, muito embora possam ser compartilhados, não são divididos, não em partes iguais de vontade pelo menos. Foi quando viu que deveria partir. Sem foco, mas com rumo. Não poderia ficar.


Querida, eu não posso fazer.
Querido, eu não posso mais ouvir.

Assim compartilharam os momentos mais bonitos. Mas as vontades da alma nem sempre são as mesmas do coração. Quando os sonhos se distanciam daquilo que esperávamos que fossem ser, então algo se rompe de forma indelével. Algo nunca mais volta.


Eu, L

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Revestimento

Estava prestes a cometer o suicídio
Assassinar a minha memória
Esquecer aquela sensação
O desespero daquele não
A vida sob sua custódia

Eu queria rir igual idiota
Queria sair na chuva
Correr no campo
Parar de sofrer
Olhar para o agora

Mas nessa vida besta
Ah! Minha vida besta!
Nessa besta vida
Eu não fiz nada disso
E agora me mandam cartas

Cartas de amor, de adeus e de saudades
Cartas que remetem a algo
De palavras doces de um ser contente
Que pede perdão

Eu não perdôo o vento
Eu não tenho mais chão
Não posso perdoar
Quem não teve meu coração

Eu, Sassá

sábado, 2 de maio de 2009

O que não teria deixado

Eu quase morri sem nunca ter feito nada do que imaginava que fosse fazer no decorrer da minha vida. Quase morri sem nem ter vivido!!!
No doce fim da minha juventude e início da minha vida madura, da minha vida dura, eu quase morri. Iria embora sem ter fixado meus pés na terra, sem ter doado meu coração, sem ter feito a maior loucura e sem ter sentido a maior dor. Eu morreria sem nunca ter dito eu te amo, sem nunca ter sequer entendido o sentido de estar viva.
"Aqui jaz uma jovem mulher que acreditou ter vivido, coitada...! Foi-se jovem e não mulher" , meu epitáfio. Mas não basta acreditar... é preciso viver.
Morreria procurando minha alma, minha essência, e tentando entender, buscando crescer, ando, ando, ando.... Teria morrido completando muitos verbos no gerúndio.

Eu teria morrido com mil planos em construção e nenhum deles concluído. Teria morrido com o coração cheio de vontades, mas teria morrido sentada, no máximo andando em direção à minha rotina.

Quando for a hora de morrer, espero ter ao menos agradecido. Espero ter demonstrado meu carinho, espero ter demonstrado o quanto foi bom estar por perto, ter convivido, ter conhecido. Espero ter te passado algo de bom e completado com você pelo menos um verbo no pretérito.

Eu, Luluzinha

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Há uma certa repetição, é verdade. Talvez um cansaço em escrever (quase) sempre sob a mesma lua e sentimento. Mas é inevitável e (quase) impossível segurar os dedos e o coração. Sob a orgia da vida e a luta por mim mesma e por algo mais, eu só penso em dizer, que fui sou e serei sempre. Um coração.

Vi muitas notícias por variadas janelas, e observei, em cada uma delas opiniões diversas, di e convergentes. Não segui nenhuma. Procurei formar a minha num suplício de vida. E tendo ficado tudo sem sentido, deixei assim.

Ouvi sons e palavras que supunham dizer algo e não cheguei a lugar algum. Tornaram-se sussurros desesperados.

E quando lerem, no futuro, não passará de uma mancha deixada pra trás. Sem necessidade de se compreender a que veio. Sem sentido.

Eu, Raquel

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Uma noite pode não ser tudo, pode ser muito, e não ser nada. Uma noite pode ser um começo, uma perspectiva, uma razão... Foi nisso que deu, uma proposta feita em grupo!

Aqui no Bar Balcão
São sonhos que sempre estão
assim,
agindo
como o previsto,
imprevisto
ou esperando.
Meu coração palpita no seu olhar
tão claro
como o desejo que segue
o mais puro
ideal.
Mas existe conexão!
Não há razão, amor
paixão, desejo
sentimento,
este que nem sempre sabe
o que quer dizer.
E quando sabe
se engana,
minha gana de amar
que é um mar.


4 perdidos, 4visões, numa mesa de bar

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Depois de algum tempo, voltamos. Como sempre.
Amores vão e vem, Sentimentos se instalam e passam, pessoas surgem e desaparecem de nossas vidas com a mesma irreverência e sutilidade. Assim é que é.

Voltamos então com essa vontade de acontecer de novo. De falar de novo com você, de ver-lhe, de dizer "oi" e de ir embora de novo logo mais, quem sabe?

Porque o tempo pode ser amigo e inimigo com a mesma verdade e razão.

E assim eu espero tocar-lhes. Um dia quem sabe. Verão

Luluzinha

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

E agora, um pouco de graça para nossa sexta-feira

Crônica de Ricardo Freire publicada no caderno Guia do Estadão, de 16/01/2009

Conforme eu já imaginava, 2009 começou provocando um profundo desacordo ortográfico entre mim e a língua portuguesa. É impressão minha, ou todos os jornais, revistas e sites fazem questão de estampar manchetes contendo a terceira pessoa do singular do verbo estrear? Trata-se de umas das poucas palavras para as quais ainda não encontrei sinônimo que não tenham sido pervertidos pela nova ortografia.
Eu me recuso a embarcar nessa canoa tão rápido assim. Tenho certeza de que daqui a três anos, data marcada para o acordo vigorar oficialmente, Portugal terá caído fora, e alguma mente elevada decidirá que todos os acentos serão opcionais. Mais ou menos como a pontuação. Quem precisa de um trema da mesma maneira que precisa de um travessão ou de um ponto-e-vírgula (presente!), que use, cacilda.
Enquanto isso não acontece, já tomei minhas resoluções ortográficas de ano novo. Percebi que a sentença de morte ao trema foi parcialmente compensada pela reabilitação do ‘w’ como letra oficial do alfabeto. Resolvido um problema. Agora escrevo tranqwilo, freqwente, sawgi e o pato vinha cantando alegremente qwen, qwen!
Com relação ‘aquela palavra associada ao transporte aeronáutico que define o que acontece entre um aeroporto e outro – e que foi severamente mutilada pela reforma, a ponto de comprometer a segurança dos passageiros no ar -, decidi passar a empregar um espanholismo. Vuelo. Não é simpático? “Nosso tempo vuelo de Congonhas ao Santos Dumont vai ser de 40 minutos.” Perfeito!
Sei também como proceder toda vez que precisar dizer que usei a imaginação para conceber um pensamento original. Tive uma eureka! É um pouco esquisito, concordo – mas não tanto quanto escrever a palavra tradicional sem o indispensável acento agudo.
Quebrei a cabeça para achar uma solução para a segunda do imperativo e a terceira do presente do verbo ‘parar’. Sem acento, as coitadinhas vão correr sem freio pelos parágrafos, causando sérios acidentes de leitura. Proponho a criação de um verbo novo: stopar. Não tem deletar, printar, linkar? Pois então. “O tempo não stopa”, diria hoje o poeta.
E vou ficando por aqui, antes que a revisão chegue e acabe com a minha festinha de desobediência civil...

Só um desabafo

Quanto sentimento sem explicação!
Que grande sensação, e maravilhosa,
ter isso por dentro, e nada por fora.

Que lindo seria se fosse assim todos os dias.
Mas que sem graça também...
se fosse sempre lindo!

Eu, Sassá

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Apenas um pequeno desconforto

Inquietação nº1

O Obama ligou para o Lula, mas nem o Obama nem o Lula ligam para mim.
Será que devem, será que irão?

"Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que niguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?)"



Eu, Sara

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Bem Vindos!

Felicidade é buscar alcançar os sonhos mais difíceis,
mas sobretudo tê-los.
É aspirar bons propósitos
e de preferência sinceros.

É também ter objetivos mundanos,
mesmo desejando que não os tivesse.

Felicidade é sorrir e chorar
e chorar de tanto rir.
É pensar que vai morrer
mas viver no instante seguinte.
É amargurar um amor perdido
e encontrar outro para amar.
É reviver uma dor,
não ter medo de sofrer,
brincar da vida
da aflição
e da angústia.

É se encontrar perdido, se ver distante,
e se reaproximar.

Felicidade é a arte de estar presente em si.
É compreender que a busca é infinita,
e que a luta é incessante.
Felicidade é ainda
saber que isso não é tudo.
Quais são seus sonhos?


Eu, Sassá