segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Violeta é a vida, e o nome da minha Borboleta

Desde pequenos somos colocados diante de situações com as quais não sabemos lidar. Com as quais não queremos lidar! Porque somos crianças, porque somos pequenos, ou porque não sabemos ainda lutar. Na verdade, porque não temos idade suficiente para fazermos escolhas, e assim, outros escolhem por nós.

Sim, a vida é cheia de adversidades. Cheia! E ainda nos colocam diante de cada situação... Pense bem, em quando crescemos. Quantas vezes você já não se imaginou fazendo escolhas diferentes daquelas que seus pais fizeram por você?! Quantas vezes já não os achou as pessoas mais estúpidas por o terem forçado a fazer algo de que você não faria?! Das coisas mais banais, até aquelas que mudam toda nossa história... Você usaria as roupas que usava quando era pequeno e não era você quem as escolhia? Você cortaria o seu cabelo como eles o cortavam? Você estudaria no colégio em que estudou? Você dará aos seus filhos a educação que eles lhe deram?
Não, não é hora de olhar para trás e acusá-los por sermos quem somos, pelo erro que talvez tenhamos cometido, por não ter sido aquela a nossa escolha, pela mudança forçada de rota. Mas é hora de percebermos que não somos mais pequenos...

Está na hora de nos darmos conta de que hoje somos nós quem decidimos por nós. Que somos nós que erramos e somos nós que muitas vezes insistimos em errar. Somos nós que não olhamos para o lado imaginando que estão todos conseguindo nos acompanhar; e somos nós também que tornamos mais difícil algo tão difícil como encarar a realidade de sermos donos de nosso destino. Somos nós que dificultamos quando dificuldade não há!

Nós crescemos muitas vezes, ainda com a idéia daquele casulo que nos protegeu na infância. E envoltos neste casulo, pelo amor e pelo zelo que outros tiveram por nós, acabamos sem perceber que só iremos viver ao estar fora dele. Sejam os pais, sejam os amigos, sejam parentes distantes, sejam os nossos medos ou as nossas falhas, seja o que(m) for o nosso casulo, a vida só começa a partir do momento em que tomarmos conta dela sozinhos.

E as adversidades, sim, estas que existem de montão, elas existem simplesmente para nos ajudar a nos tornarmos capazes de conduzirmos o nosso caminho. Primeiro porque será só na adversidade que lembraremos o que somos e o que queremos realmente. Será na adversidade que nos distanciaremos do casulo para irmos em direção daquilo que queremos construir, além do casulo. Depois, porque só diante dela também é que poderemos perceber quantas adversidades criamos que não precisariam ter...

Apesar do seu casulo, e sempre se lembrando dele - porque é impossível de outra forma -, é preciso ter a coragem e a força suficientes para se criar o próximo, e depois o próximo, e mais o próximo, e até que se aprenda a voar. O vôo é solo, e na dúvida, sempre haverá a possibilidade de voltar... Sempre há a chance de se refazer um casulo e então reaprender a voar. Este casulo é feito de adversidades, mas também de amor, de atenção, de paciência, de sobriedade. Ele é feito do que você quiser, porque você cresceu e agora é você quem construirá o seu.

Eu, L