segunda-feira, 29 de março de 2010

No Reino dos Céus

Ai, que inferno! Que inferno isso que não sabemos o que é, e a sensação de aqui não querer estar. Que inferno o vislumbre dos sonhos que dançam em nossas mentes durante o dia e durante a tarde, e às vezes, à noite. E mais este sentimento de não o estarmos vivendo. Para a merda com tudo.
Que tormento a falta do que não se tem e do que não é falta, porque nunca se teve. Que angústia, a força e a coragem que não veio. Inferno! Que inferno! Essa cabeça que não pára de pensar, e que não pára de sofrer, porque não pára de sonhar. E que dor desgraçada e tremenda por aquilo tudo que passou, por se querer que volte, por não saber ir.
Que inferno o esperar e o querer fazer. Mas que inferno maior ainda o não tentar.
Ai, essa podridão que nos cerca, que infinito mal-estar! E a anomalia e a dicotomia do que vivemos, do que não vemos. Que inferno esse pensar ser quem não se é, ou ser quem não se quer. Essas bênçãos, essas palavras, essas religiões, essas mentiras lavradas na alma, de perdição, que inferno!
Eu, Raquel