quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Para aquela pessoa

Seus olhos exprimem a dor
Daquela criança infante
Procurando construir a História
De um mundo perdido e distante,
Revelam o amor
De um espírito arredio e contente
Uma alma vadia e valente
Uma mente confusa e ausente
Que vale tanto quanto o seu irrequieto coração.

Sua boca me narra epopéias
Guerras travadas com grande paixão
Vividas e por vezes perdidas
Embora traçadas com força latente
Como um herói que vive e não desiste
Que subsiste
Sob a pena e mágoa
De a ninguém mais entender suas razões.

Seus abraços comovem meu corpo
Me tornam querida
Diante da vida,
E os dias em que o sol não irradia
Se tornam melhores
Mesmo com as aflições e duras preocupações
Que no seu decorrer afloram.

Seu corpo com vagareza e carinho se move
com rapidez e tristeza retorna
os reflexos das discrepâncias do mundo,
do seu mundo guardado e sentido
dentro das suas doces lembranças e sensações.

Seus pensamentos
De grandeza sobrevivem
Aos seus sentimentos
Que com dor e amor insistem
Em lhe levar
Em lhe abordar...

Sua pessoa me ilumina
Sua existência me alegra
A cada dia que ouso parar
A cada momento que penso em chorar
E se o seu desassossego comigo também caminha
É para eu minha direção alcançar
É para eu
Mais tarde
feliz me tornar.

Há agora um cavaleiro
na expectativa da luta
na dor da insistência
na aflição pelo futuro
que apenas com uma espada procura
As respostas para sua paixão
E das injúrias passadas
Difíceis de não se guardar no coração
Fazem do pequeno grande homem,
teimoso e sonhador,
Da vida um adorável
E insistente conquistador.
Ciente que há nesta guerra
Além do mar e do horizonte.